Presidente do Andorinha lamenta "falta de apoio" de Jorge Jesus
Cristiano, um gigante que pendura as botas na seleção
Cumpridos 23 anos ao serviço da seleção nacional, Cristiano Ronaldo despede-se dos relvados, pelo menos em representação da equipa das 'quinas', 234 jogos e 146 golos depois. O capitão da formação portuguesa liderou o balneário na conquista do Europeu e de dois troféus da Liga das Nações, os primeiros e únicos títulos do palmarés luso.
Assim nasce uma es7rela
O dia 20 de agosto de 2003 marca o início do legado que tantos jovens e adultos inspirou nas últimas duas décadas. Aos 18 anos, o recém-chegado ao Manchester United subia ao relvado do Estádio Municipal de Chaves para defrontar o Cazaquistão e fazia a estreia com as quinas ao peito.
Em 2004 ainda levava nas costas o número 17 e lutava por um lugar no onze inicial. Na estreia em jogos oficiais pela seleção, apontou o primeiro golo com as cores portuguesas, no Estádio do Dragão, na primeira jornada da fase grupos do Campeonato da Europa, frente à Grécia, que se viria a sagrar campeã da prova.
A transição para o sete na camisola e a braçadeira de capitão do braço tardou três anos, sob o leme de Luiz Felipe Scolari, que só saiu da seleção portuguesa em 2008.
Legado de ‘guerra’ e ‘paz’
A saída do selecionador brasileiro deu lugar ao regresso de Carlos Queiroz para o comando técnico da seleção. Apesar da relação antiga de amizade com o capitão, avizinhava-se o princípio de um desacordo entre jogador e treinador, que veio a repetir-se, noutras ocasiões e com outros técnicos, manchando a passagem vitoriosa de Cristiano Ronaldo pelo futebol.
Eliminada do Campeonato do Mundo da África do Sul, em 2010, a equipa portuguesa recebia Paulo Bento como novo treinador, ‘casamento’ de quatro anos que ficou marcado pela tranquilidade e pela campanha positiva no Euro2012, até ao afastamento no Mundial do Brasil, em 2014.
Anos mais tarde, o treinador português confessou que a relação com o, à data, melhor jogador do mundo, foi ficando cada vez mais difícil e a hierarquia de poder mais condicionada.
As oito temporadas de Fernando Santos, responsável por ter lançado o jogador, com apenas 17 anos, no Sporting, foram marcadas por sucessos e títulos internacionais, mas o fim da ‘época dourada’ estaria também próximo.
Cristiano Ronaldo contestou a substituição no encontro frente à Coreia do Sul, a contar para o Mundial de 2022, no Catar, e não voltou a ser opção para o onze titular até à eliminação, nos quartos-de-final. O silêncio de Ronaldo após afastamento do técnico deixava pistas para a animosidade entre ambos, que viria a ser confirmada por Fernando Santos.
Roberto Martínez representou o "ar fresco", mas as opções de jogo, com a Croácia, em Toronto, terão ditado o fim da linha para mais um treinador, ainda este ano.
O fim de uma história com mais de duas décadas não teria data nem momento certo, avisou o próprio Cristiano Ronaldo, na véspera do primeiro jogo de Jorge Jesus à frente da equipa. O novo selecionador era, na visão do jogador, “a escolha perfeita” para o banco.
“Estou aqui porque sinto que sou uma mais-valia. O selecionador disse-me que precisa de mim”, sublinhou.
Uma semana depois, porém, a aliança desfez-se em Copenhaga. A “falha” com a promessa de minutos em campo e as declarações de Jorge Jesus em conferência de imprensa ditaram o afastamento voluntário de Cristiano Ronaldo, agora consumado em definitivo.
Nove anos após a estreia por Portugal, Ronaldo carimbou a passagem às ‘meias’ do Euro2012 e chegou, em outubro do mesmo ano, à 100.ª internacionalização, tornando-se o terceiro jogador a chegar a esta marca pela seleção, a seguir a Luís Figo e Fernando Couto.
Jogava-se, nesta altura, a qualificação para o Mundial do Brasil, que ainda daria motivos aos portugueses, a CR7 e aos adeptos de futebol para sorrir.
Recordista em Portugal e só atrás de Lionel Messi a nível mundial, o capitão português apontou dez hat-tricks ao serviço da formação lusa. Os mais memoráveis, em novembro de 2013 e junho de 2018.
Cristiano Ronaldo resolveu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014 diante da Suécia, ao apontar todos os golos da difícil vitória por 3-2, em terras escandinavas, e avisou o mundo com o célebre “Eu estou aqui”.
A esta altura, já havia ultrapassado Eusébio na lista de melhores marcadores por Portugal.
Menos de cinco anos depois, tornou-se o mais velho de sempre a marcar três golos num único jogo em mundiais. Na partida da fase de grupos frente a Espanha, Portugal perdia por 3-2 até aos 88 minutos, aquando do golo de livre direto de Ronaldo, deixando as contas do duelo ibérico empatadas, mas muito favoráveis à veia recordista do português.
Falando em supremacia, Cristiano Ronaldo é o totalista em presenças em fases finais de mundiais e europeus, com seis participações em cada competição, e detém, ainda, o recorde de maior goleador em Campeonatos da Europa, com 14 golos em 25 jogos. Supera Michel Platini, Alan Shearer e Antoine Griezmann.
Envergou a braçadeira por duas décadas e foi o primeiro jogador da história do futebol a alcançar a marca das 200 internacionalizações. Em 2020, ultrapassou a marca dos 100 golos pela equipa portuguesa e reescreveu o nome na história ao tornar-se o maior marcador de sempre por seleções, mantendo-se, ainda, na corrida pelo milésimo golo na carreira.
O último golo por Portugal foi apontado frente à Croácia, no Mundial2026, através de grande penalidade.
“Quis ser o melhor. Quis fazer história”, admitiu.
Erguer três troféus
A par das marcas pessoais, recordam-se os títulos coletivos. Apesar de cauteloso quando refere que “os golos passam, as taças ficam nos museus, os recordes acabam por ser batidos”, Cristiano Ronaldo esteve à frente da equipa nas três únicas conquistas da seleção principal de futebol.
Com um pé fora do Campeonato da Europa de França, ainda na fase de grupos, o então atleta do Real Madrid impediu, de calcanhar, a eliminação, classificando Portugal como um dos melhores terceiros lugares, e abriu caminho à conquista da competição sobre a anfitriã, a 10 de julho de 2016.
A partir do banco de suplentes, depois de ter saído lesionado aos 26 minutos de jogo, juntava-se a Fernando Santos no nervosismo e nas indicações para dentro de campo. A vencer por 1-0 uma partida que já ia longa, Portugal sagrou-se campeão europeu e o capitão levantou o primeiro troféu da história da nação.
No futuro, as conquistas da seleção nacional não passam pelos pés de Cristiano Ronaldo, nem os troféus voltarão a ser levantados pelo eterno capitão.
Em dia de despedida, CR7 diz-se ‘mais um’ português a torcer pela equipa: “Sofremos juntos, levantamo-nos juntos”.
“Nunca deixarei de ser um de vocês (…) A maior vitória foi ter representado o melhor país do mundo. Obrigado por terem acreditado em mim”, concluiu.
Ronaldo esteve em seis mundiais e seis europeus
Em 23 anos ao serviço da Seleção, Cristiano Ronaldo marcou 146 golos em 234 jogos. Conquistou um campeonato da Europa e duas Ligas das Nações.
O caso com Jorge Jesus antes da despedida de Cristiano
A despedida de Ronaldo foi antecedida de um abandono que provocou polémica. Ronaldo não gostou de aquecer e não ser utilizado no jogo com a Dinamarca depois vieram as trocas de acusações com Jorge Jesus.
Despedida do capitão. Multiplicam-se as reações ao anúncio de CR7
Multiplicam-se as palavras de agradecimento a Cristiano Ronaldo. Jorge Jesus, Pedro Proença, vários jogadores da Seleção Nacional e até Luiz Felipe Scolari deixaram uma mensagem na hora de despedida do capitão.
"Aprendi muito mais com ele do que ele comigo"
O treinador português Leonel Pontes confessou hoje que aprendeu "muito mais" com Cristiano Ronaldo, um futebolista "muito exigente consigo próprio, disciplinado e um exemplo para todos os colegas", que hoje renunciou à seleção portuguesa.
Seguro certo de que Ronaldo arrumou chuteiras mas não dedicação a Portugal
Jato privado de Ronaldo acaba de aterrar em Tires
António Salvador considera ex-capitão uma inspiração para todos
Nacional enaltece percurso "absolutamente extraordinário"
Fernando Gomes diz que avançado faz parte da "memória coletiva" do país
"Este adeus é, também, um até já"
Scolari considera que avançado "tomou a decisão correta"
Ronaldo é a personalidade que os portugueses consideram que mais prestigia Portugal a nível internacional
UEFA recorda que Ronaldo fez história
Posteriormente, publicou:EURO 2016 champion and Portugal legend ???????? Obrigado, Cristiano Ronaldo ?? https://t.co/Eup4Wb2GoF
— UEFA EURO (@UEFAEURO) November 5, 2026
A journey that began in August 2003 ???????? Cristiano Ronaldo made history ???? https://t.co/BHbDEkGgMT
— UEFA EURO (@UEFAEURO) November 5, 2026
Gianni Infantino destaca "talento extraordinário, uma determinação implacável e um desejo inabalável"
"O Cristiano alcançou feitos que talvez nunca sejam igualados, mas o seu maior legado vai além de recordes, troféus e golos".
"Saída definitiva"
Na Argentina, o jornal Olé destaca a frase: "Dei tudo o que tinha por esta camisola".
"Pedi-lhe para continuar comigo". Jorge Jesus reage e diz ter de "aceitar a decisão" de Ronaldo
"Ainda há história para escrevermos juntos na tua casa, Al-Nassr"
It’s not just a chapter—it’s history you’ve shaped. You're an icon to the entire world, not just Portugal. Portugal is in your heart, and you are in the hearts of the world. A page has turned, but there is still history left for us to write together at your home, AlNassr. ??????
— AlNassr FC (@AlNassrFC_EN) November 5, 2026
Adeus de Ronaldo à seleção é tema que marca as conversas esta quinta-feira
"Fizeste-nos acreditar, sonhar e conquistar". Diogo Dalot elogia legado de Ronaldo
`CR` e Messi dominaram o mundo, mas deixaram seleções de forma bem diferente
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi dominaram o futebol mundial durante cerca de duas décadas, mas a parte final das carreiras está a ser bem diferente, como o demonstra a maneira como se despediram das respetivas seleções.
Cristiano Ronaldo, de 41 anos, disse hoje um adeus definitivo à seleção portuguesa num vídeo divulgado nas redes sociais, depois de abandonar o estágio da equipa antes da partida com a Dinamarca, da fase de grupos da Liga das Nações, no dia 30 de setembro.
Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações `AA`, e de golos, com 146 tentos, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois da final de má memória do Euro2004, em casa.
Ronaldo esteve na convocatória de Jorge Jesus, que assumiu o cargo de selecionador depois da saída do espanhol Roberto Martínez após o Mundial2026, para os quatro jogos iniciais da edição 2026/27 da Liga das Nações e foi titular no primeiro com o País de Gales (1-0), mas ficou no banco na partida seguinte, com a Noruega.
O avançado ainda saiu para aquecimento em Oslo, no triunfo por 2-1, mas não foi utilizado, acabando por deixar o estágio antes dos jogos com a Dinamarca e Noruega, que encerraram a primeira `janela` de seleções, após um desentendimento com o selecionador, revelando mais tarde que que lhe tinha faltado à palavra mais do que uma vez.
Ronaldo foi castigado com 30 dias de suspensão, já cumpridos, e 255 euros de multa por ter deixado, por iniciativa própria, a seleção, mas podia regressar às opções de Jesus na convocatória de sexta-feira, o que já não vai acontecer.
Do outro lado está Lionel Messi, que anunciou a saída da seleção depois do Mundial2026, em que a Argentina foi batida na final pela Espanha, no prolongamento, sendo alvo de uma festa de despedida.
Messi despediu-se da camisola `10` da Argentina, aos 39 anos, num particular com o Benim no Monumental de Núñez, casa do River Plate, que serviu para a merecida festa e homenagem ao dianteiro, que guiou a Argentina ao título mundial em 2022, no Qatar.
Para além do campeonato mundial, o recordista da seleção argentina em jogos (208), golos (126), assistências (68) e vitórias (135), venceu duas edições da Copa América e ainda uma Finalíssima, mas também passou momentos complicados.
Depois de quatro finais perdidas, do Mundial de 2014 e da Copa América de 2007, 2015 e 2016, Messi chegou a declarar o fim do seu percurso na seleção, mas repensou e acabou por regressar, a tempo de atingir o `Olimpo` no Qatar.
Ronaldo não conquistou o título mundial, o melhor que conseguiu foi chegar às meias-finais em 2006, na Alemanha, terminando a competição no quarto lugar, mas esteve nas únicas conquistas da seleção principal.
Durante cerca de duas décadas, Messi, com oito Bolas de Ouro, e Ronaldo, com cinco, dominaram o panorama do futebol mundial, muito acima de qualquer outro futebolista do planeta.
Os dois `astros` aguçaram a rivalidade com a chegada de Ronaldo ao Real Madrid, quando Messi atuava no `seu` FC Barcelona, e os jogos entre as duas formações `colaram` o mundo em frente às televisões.
Depois do fim dos percursos na Europa, Ronaldo, formado no Sporting e que ainda jogou na Juventus e Manchester United, e Messi, que alinhou no Paris Saint-Germain, também seguiram rumos semelhantes, ambos em campeonatos periféricos.
Messi, que também venceu o Mundial sub-20 e a medalha de ouro olímpica pela Argentina, optou pelos norte-americanos do Inter Miami e Ronaldo pelos sauditas do Al Nassr, mas, apesar de todo o mediatismo continuar intacto, era nas respetivas seleções que tinham a possibilidade de voltarem à alta-roda do futebol mundial.
A despedida de ambos de Campeonatos do Mundo, nos quais são recordistas com seis presenças em fases finais, foi muito diferente na edição que decorreu nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Messi foi o líder da finalista Argentina, com oito golos marcados e quatro assistências, sendo figura unânime e indiscutível no `onze`, algo que não aconteceu com Ronaldo.
O avançado luso, que persegue a meta dos 1.000 golos, saiu do Mundial com três tentos marcados, com Portugal eliminado nos oitavos de final pela campeã Espanha, mas a sua presença na equipa titular e o facto de raramente sair, foi alvo de várias críticas ao longo do torneio, algo que já tinha acontecido no Euro2024.
Os dois vão continuar a jogar nos respetivos clubes, mas deixam as suas seleções, das quais são símbolos para a eternidade: Messi saiu em ombros, aplaudido por todos, enquanto Ronaldo se despediu sem ninguém antecipar que o encontro com o País de Gales, no Estádio José Alvalade, o local onde tudo começou, seria o palco da última aparição com a camisola das `quinas`.
Fernando Santos enaltece "marca que jamais será apagada"
O ex-selecionador português de futebol, Fernando Santos, considerou hoje que Cristiano Ronaldo vai "deixar uma marca que jamais será apagada" como "o melhor de todos os tempos", após o jogador oficializar a despedida da equipa das `quinas`.
"Obrigado por tudo o que deste à seleção, ao nosso país e a todos nós. Levas contigo uma história que ninguém poderá repetir e deixas uma marca que jamais será apagada como o melhor de todos os tempos. Um grande abraço, Cristiano. Com admiração, respeito e amizade, hoje e sempre", afirmou o técnico, numa declaração enviada à Lusa.
Selecionador português entre 2014 e 2022, Fernando Santos orientou Cristiano Ronaldo em 82 dos 234 jogos em que o `astro` vestiu a camisola de Portugal - o último dos quais diante de Marrocos, na eliminação nos quartos de final do Mundial2022 - e lembrou os "momentos extraordinários" vividos com o madeirense, de 41 anos, apesar dos "momentos menos felizes" pelo meio.
"Tivemos juntos momentos extraordinários, vivemos alegrias que ficarão para sempre na memória e também atravessámos momentos menos felizes, como acontece em tantas relações humanas. Mas há uma coisa que nunca mudou, nem nunca mudará: o respeito, a consideração e a amizade", acrescentou.
No Mundial2022, no Qatar, com Portugal já qualificado para os oitavos de final, Fernando Santos substituiu Ronaldo durante a derrota com a Coreia do Sul, na terceira jornada da fase de grupos, e o avançado foi apanhado pela transmissão televisiva a contestar a decisão do selecionador no momento em que percebeu que iria ser substituído.
"Estás com uma pressa para me tirar...", pôde perceber-se durante a transmissão do encontro.
Ronaldo negou inicialmente essa atitude, afirmando que estava a abordar um jogador da Coreia do Sul, mas Fernando Santos tomou medidas e sentou o capitão no banco de suplentes até à eliminação com Marrocos nos quartos de final.
Responsável pelas seleções que conquistaram o Europeu de 2016, em França, e a primeira edição da Liga das Nações, em Portugal, em 2019, o treinador, de 72 anos, que orientou FC Porto, com um título nacional (1998/99), Sporting e Benfica, realçou ainda o "lado humano" do atacante do Al Nassr, que representou antes Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus.
"Guardo com enorme carinho tudo o que partilhámos. O jogador extraordinário que és todos conhecem. O profissional, a ambição, a capacidade de superação e a vontade de vencer são marcas que ficarão para sempre na história do futebol português, mas guardo também o lado humano, as conversas, os momentos, os sorrisos e tantas recordações que não pertencem ao futebol, mas à vida", lembrou.
O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou hoje a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os últimos dois jogos da fase de qualificação da Liga das Nações.
Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações `AA`, e de golos, com 146, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois de ser ter tornado vice-campeão europeu no Euro2004, realizado em Portugal.
No dia 30 de setembro, o avançado abandonou o estágio da seleção portuguesa na véspera da partida frente à Dinamarca, da Liga das Nações, em Copenhaga, no início do ciclo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção.
Ronaldo, que foi titular com o País de Gales e suplente não utilizado com a Noruega, revelou que Jesus lhe faltou à palavra mais do que uma vez e que por isso decidiu abandonar o estágio por iniciativa própria, decisão que lhe custou um castigo de 30 dias, já cumprido, e uma multa de 255 euros.
O último jogo pela equipa das `quinas` acabou por ser o triunfo frente ao País de Gales (1-0) disputado no dia 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, mais de 23 anos depois da estreia no dia 23 de agosto de 2003, em Chaves, num particular frente ao Cazaquistão.
Já o último golo com a camisola lusa foi marcado no triunfo frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final do Mundial2026, em 03 de julho, em Toronto, no Canadá, ao converter uma grande penalidade.
"Só uma pessoa marcou em seis campeonatos do mundo. Essa pessoa é Cristiano Ronaldo", diz a FIFA
"A Madeira estará sempre ligada a esta história de sucesso", diz Miguel Albuquerque
"Obrigado, melhor de sempre"
Nani agradece: "Para mim, és o melhor de todos os tempos"
"Cristiano retira-se"
O diário desportivo AS lembra que a "presença na próxima convocatória de Portugal era uma incógnita".
Liga Portugal diz que "um obrigado não chega"
"CR7 e Portugal, o fim da história"
O L'Équipe destaca o "Fim de linha para uma lenda".
"O futebolista Cristiano Ronaldo anuncia a sua retirada da seleção nacional"
Em França, o jornal Le Monde sublinha o tom do anúncio com a frase "a voz é calma, grave".
Saída de CR7 antes da convocatória de Jesus
"Cristiano Ronaldo anuncia saída"
O El Mundo assegura que o jogador “sabia que seria convocado por Jorge Jesus e não quis voltar a estar às suas ordens, nem mesmo para tentar o seu milésimo golo”.
O jornal espanhol El Pais destaca a polémica com Jorge Jesus Jesus
O diário recorda que Cristiano Ronaldo “abandonou a concentração da seleção no final de setembro, contrariado com o selecionador”.
FIFA homenageia legado de seis Mundiais de Futebol
Thank you, Cristiano ???????? #FIFAWorldCup https://t.co/u4ONBJd92Z
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) November 5, 2026
O Gazzetta dello Sport cita frase de CR7
"Eu queria ser o melhor, obrigado por acreditarem em mim".
"A crise começou no fim de setembro"
No Brasil, O Globo escreve em título: Cristiano Ronaldo anuncia aposentadoria de Portugal meses após desgaste com Jorge Jesus.
"Vou devolver a camisola número 7"
Cristiano Ronaldo abandona a seleção e anuncia: "Vou devolver a camisola número 7, é tempo de olhar para o futuro" destaca o jornal italiano Corriere della Sera.
O jornal brasileiro Estadão recorda "5 momentos memoráveis do craque na seleção"
CR7 em destaque
"Cristiano Ronaldo despede-se da seleção de Portugal", é o título da MARCA
Pedro Proença fala num herói que deu muito ao futebol português
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol agradeceu ao "herói" Cristiano Ronaldo tudo o que deu ao futebol português, no dia em que o jogador se despediu da seleção.
"Cristiano Ronaldo será, para Portugal, mais do que um jogador. Homem, atleta, referência, herói, líder. O nosso capitão. No dia em que anuncia a retirada da Seleção Nacional, em nome da Federação Portuguesa de Futebol e de todo o futebol português, agradecemos a Cristiano Ronaldo tudo o que nos deu. E foi tanto", referiu Pedro Proença.
Proença diz que nesta despedida da equipa das `quinas` importa lembrar o exemplo e inspiração de Cristiano Ronaldo.
"A inspiração de alguém que levou Portugal a todo o mundo. Que, por todo o planeta, sempre que se falava em Portugal, alguém respondia Cristiano Ronaldo. E o exemplo para todos que sonham em ser, todos os dias, melhor", acrescentou.
O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou hoje a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os derradeiros jogos na Liga das Nações.
"Aos portugueses, chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós. Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios no mundo inteiro. Hoje, chegou o momento de a entregar ao futuro. Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, tomam-se também com o coração", começou por dizer no vídeo de despedida.
Numa longa e emotiva mensagem nas redes sociais, acompanhada da música Amor a Portugal, de Dulce Pontes, Cristiano Ronaldo disse ser o fim de uma caminhada que começou em 2003 e que mudou a sua vida para sempre.
(Com Lusa)
Ronaldo terá avisado avisou Pedro Proença mas não falou com Jorge Jesus
Ministra da Cultura, Juventude e Desporto deixa agradecimento
Muito obrigada, @Cristiano. Pela carreira extraordinária ao serviço da Seleção Nacional. Por todas as vezes que levou o nome de Portugal mais longe. Pelo percurso sem igual que fica para a história do futebol português e mundial. ????????
— Margarida B Lopes (@margaridalopes) November 5, 2026
Presidente da República agradece forma como CR7 "inspirou os portugueses e levou o nome de Portugal ao mundo"
Juventus congratulou Ronaldo pela "jornada incrível ao serviço de Portugal"
Manchester United enaltece "incrível carreira internacional"
Sporting sublinha que Ronaldo estará "para sempre na história de Portugal"
Obrigado por tudo o que fizeste pela nossa Nação ???????? Para sempre na história de Portugal ???????? https://t.co/uk5sOKKXC3
— Sporting CP (@SportingCP) November 5, 2026
"Gratidão pessoal" de Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa: "Cristiano Ronaldo foi e é o maior e o melhor de Portugal, da Europa e do Mundo" https://t.co/Or34fJAyCe
— Cabine Desportiva (@CabineSport) November 5, 2026
Primeiro-ministro agradece a Ronaldo. "Continuarás a ser Portugal no mundo"
@Cristiano, O B R I G A D O O que fizeste no campo por Portugal ecoará na eternidade. E, agora, fora do campo continuarás a ser Portugal no mundo. ???????? https://t.co/GxSjDoPwWU
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) November 5, 2026
FPF vai organizar homenagem ao antigo capitão
"É com um sentimento de profunda gratidão e imensa admiração que a Federação Portuguesa de Futebol, vem publicamente, enaltecer e agradecer o percurso absolutamente extraordinário de Cristiano Ronaldo ao serviço do nosso país".
Como lembra, "mais do que um atleta de eleição, o nosso capitão foi um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da alma da nossa Seleção".
Com uma "carreira internacional lendária, pautada por 234 internacionalizações e 146 golos marcados, o capitão carregou o País aos ombros, quebrou recordes e liderou a equipa na conquista de momentos que ficarão para sempre gravados na história do futebol nacional".
Cada gota de suor, cada golo decisivo e cada braçadeira honrada em campo foram o reflexo do seu amor incondicional pela nossa camisola.
Cristiano Ronaldo, sublinha a FPF, "elevou o nome de Portugal e inspirou gerações de jovens que sonham seguir as suas pisadas, sendo para muitos de nós, o melhor jogador de todos os tempos!"
A Federação Portuguesa de Futebol recusa-se, por isso, "a deixar que este adeus se faça sem o devido tributo".
"É nossa firme e enorme vontade organizar, planear, participar e colaborar ativamente naquela que será sempre uma homenagem à altura da imensa carreira de Cristiano Ronaldo, na qual os adeptos e o país possam aplaudir e celebrar, mais uma vez, o jogador que tanto nos deu".
"Foi mais do que futebol. Obrigado por tudo, Cris", diz Pepe
Cristiano Ronaldo diz adeus à seleção em vídeo nas redes sociais
Cristiano Ronaldo anunciou a retirada da Seleção Nacional através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais na véspera de serem conhecidos os convocados para os derradeiros jogos na Liga das Nações.
“Aos portugueses, chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós. Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios no mundo inteiro. Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, tomam-se também com o coração”, começou por dizer no vídeo de despedida.