"Chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção". As reações à saída de Ronaldo

Reportagem

"Chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção". As reações à saída de Ronaldo

Cristiano Ronaldo despediu-se da Seleção Nacional esta quinta-feira, um dia antes da convocatória de Jorge Jesus. Após toda a polémica que envolveu o capitão e o selecionador, há uma resposta: CR7 não voltará à seleção. Ainda a cumprir castigo por abandonar o estágio, Cristiano recorreu às redes sociais para anunciar a decisão de deixar a comitiva portuguesa. As reações ao anúncio sucedem-se.

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Foto: Mike Segar - Reuters

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Presidente do Andorinha lamenta "falta de apoio" de Jorge Jesus

O presidente do Andorinha, clube no qual Cristiano Ronaldo iniciou a formação enquanto futebolista, considerou hoje que a decisão do avançado em sair da seleção nacional é uma consequência da "falta de apoio" do selecionador Jorge Jesus.

"Não há moral para estar ao lado de uma pessoa que sabemos que nos traiu e nos deu uma facada do tamanho do mundo. Acho que o Ronaldo foi coerente e, até para evitar mais historias, saiu", referiu Duarte Santos, presidente do emblema madeirense, que em 2025 celebrou 100 anos de existência.

Segundo o dirigente, o agora jogador do Al Nassr "serviu como uma 'luva' para o que Jesus queria", rejeitando qualquer jogo de despedida sob o comando técnico do atual selecionador.

Santos, de 60 anos, que preside ao Andorinha, onde Ronaldo jogou na formação durante dois anos, entre 1993 e 1995, admite, ainda assim, que seja feita uma despedida digna ao 'astro' madeirense, mas "com outro selecionador".

c/ Lusa
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Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa

Cristiano, um gigante que pendura as botas na seleção

Cumpridos 23 anos ao serviço da seleção nacional, Cristiano Ronaldo despede-se dos relvados, pelo menos em representação da equipa das 'quinas', 234 jogos e 146 golos depois. O capitão da formação portuguesa liderou o balneário na conquista do Europeu e de dois troféus da Liga das Nações, os primeiros e únicos títulos do palmarés luso.

Foto: Federação Portuguesa de Futebol (DR)

O legado de êxitos e recordes do número 7 chega ao fim, um mês depois de um dos episódios mais sombrios da sua passagem pela seleção nacional. Do diferendo com Jorge Jesus e abandono do estágio da equipa portuguesa, surgiu a decisão de sair, definitivamente, da equipa.

“Portugal estará sempre em mim”, revelou, numa mensagem dirigida aos adeptos, selecionadores, equipa técnica e colegas de equipa, através do qual confirmou abdicar do ‘trono’.



Assim nasce uma es7rela
O dia 20 de agosto de 2003 marca o início do legado que tantos jovens e adultos inspirou nas últimas duas décadas. Aos 18 anos, o recém-chegado ao Manchester United subia ao relvado do Estádio Municipal de Chaves para defrontar o Cazaquistão e fazia a estreia com as quinas ao peito.

Foto: Torsten Silz - AFP

Em 2004 ainda levava nas costas o número 17 e lutava por um lugar no onze inicial. Na estreia em jogos oficiais pela seleção, apontou o primeiro golo com as cores portuguesas, no Estádio do Dragão, na primeira jornada da fase grupos do Campeonato da Europa, frente à Grécia, que se viria a sagrar campeã da prova.

A transição para o sete na camisola e a braçadeira de capitão do braço tardou três anos, sob o leme de Luiz Felipe Scolari, que só saiu da seleção portuguesa em 2008.

Legado de ‘guerra’ e ‘paz’
A saída do selecionador brasileiro deu lugar ao regresso de Carlos Queiroz para o comando técnico da seleção. Apesar da relação antiga de amizade com o capitão, avizinhava-se o princípio de um desacordo entre jogador e treinador, que veio a repetir-se, noutras ocasiões e com outros técnicos, manchando a passagem vitoriosa de Cristiano Ronaldo pelo futebol.

Eliminada do Campeonato do Mundo da África do Sul, em 2010, a equipa portuguesa recebia Paulo Bento como novo treinador, ‘casamento’ de quatro anos que ficou marcado pela tranquilidade e pela campanha positiva no Euro2012, até ao afastamento no Mundial do Brasil, em 2014.

Ronaldo nega influência no afastamento de Paulo Bento | 12 de outubro de 2014

Anos mais tarde, o treinador português confessou que a relação com o, à data, melhor jogador do mundo, foi ficando cada vez mais difícil e a hierarquia de poder mais condicionada.

As oito temporadas de Fernando Santos, responsável por ter lançado o jogador, com apenas 17 anos, no Sporting, foram marcadas por sucessos e títulos internacionais, mas o fim da ‘época dourada’ estaria também próximo.

Cristiano Ronaldo contestou a substituição no encontro frente à Coreia do Sul, a contar para o Mundial de 2022, no Catar, e não voltou a ser opção para o onze titular até à eliminação, nos quartos-de-final. O silêncio de Ronaldo após afastamento do técnico deixava pistas para a animosidade entre ambos, que viria a ser confirmada por Fernando Santos.

Jornal da Tarde | 1 de outubro de 2026

Roberto Martínez representou o "ar fresco", mas as opções de jogo, com a Croácia, em Toronto, terão ditado o fim da linha para mais um treinador, ainda este ano.

O fim de uma história com mais de duas décadas não teria data nem momento certo, avisou o próprio Cristiano Ronaldo, na véspera do primeiro jogo de Jorge Jesus à frente da equipa. O novo selecionador era, na visão do jogador, “a escolha perfeita” para o banco.

“Estou aqui porque sinto que sou uma mais-valia. O selecionador disse-me que precisa de mim”, sublinhou.

Uma semana depois, porém, a aliança desfez-se em Copenhaga. A “falha” com a promessa de minutos em campo e as declarações de Jorge Jesus em conferência de imprensa ditaram o afastamento voluntário de Cristiano Ronaldo, agora consumado em definitivo.

Jornal da Tarde | 1 de outubro de 2026
“Obrigado por terem acreditado em mim”
Telejornal | 20 de agosto de 2013

Nove anos após a estreia por Portugal, Ronaldo carimbou a passagem às ‘meias’ do Euro2012 e chegou, em outubro do mesmo ano, à 100.ª internacionalização, tornando-se o terceiro jogador a chegar a esta marca pela seleção, a seguir a Luís Figo e Fernando Couto.

Jogava-se, nesta altura, a qualificação para o Mundial do Brasil, que ainda daria motivos aos portugueses, a CR7 e aos adeptos de futebol para sorrir.

Recordista em Portugal e só atrás de Lionel Messi a nível mundial, o capitão português apontou dez hat-tricks ao serviço da formação lusa. Os mais memoráveis, em novembro de 2013 e junho de 2018.

Cristiano Ronaldo resolveu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014 diante da Suécia, ao apontar todos os golos da difícil vitória por 3-2, em terras escandinavas, e avisou o mundo com o célebre “Eu estou aqui”.

A esta altura, já havia ultrapassado Eusébio na lista de melhores marcadores por Portugal.


Play-off de acesso ao Mundial 2014 | 19 de novembro de 2013

Menos de cinco anos depois, tornou-se o mais velho de sempre a marcar três golos num único jogo em mundiais. Na partida da fase de grupos frente a Espanha, Portugal perdia por 3-2 até aos 88 minutos, aquando do golo de livre direto de Ronaldo, deixando as contas do duelo ibérico empatadas, mas muito favoráveis à veia recordista do português.

Falando em supremacia, Cristiano Ronaldo é o totalista em presenças em fases finais de mundiais e europeus, com seis participações em cada competição, e detém, ainda, o recorde de maior goleador em Campeonatos da Europa, com 14 golos em 25 jogos. Supera Michel Platini, Alan Shearer e Antoine Griezmann.

Foto: José Sena Goulão - EPA

Envergou a braçadeira por duas décadas e foi o primeiro jogador da história do futebol a alcançar a marca das 200 internacionalizações. Em 2020, ultrapassou a marca dos 100 golos pela equipa portuguesa e reescreveu o nome na história ao tornar-se o maior marcador de sempre por seleções, mantendo-se, ainda, na corrida pelo milésimo golo na carreira.

O último golo por Portugal foi apontado frente à Croácia, no Mundial2026, através de grande penalidade.

“Quis ser o melhor. Quis fazer história”, admitiu.

Erguer três troféus
A par das marcas pessoais, recordam-se os títulos coletivos. Apesar de cauteloso quando refere que “os golos passam, as taças ficam nos museus, os recordes acabam por ser batidos”, Cristiano Ronaldo esteve à frente da equipa nas três únicas conquistas da seleção principal de futebol.

Com um pé fora do Campeonato da Europa de França, ainda na fase de grupos, o então atleta do Real Madrid impediu, de calcanhar, a eliminação, classificando Portugal como um dos melhores terceiros lugares, e abriu caminho à conquista da competição sobre a anfitriã, a 10 de julho de 2016.

A partir do banco de suplentes, depois de ter saído lesionado aos 26 minutos de jogo, juntava-se a Fernando Santos no nervosismo e nas indicações para dentro de campo. A vencer por 1-0 uma partida que já ia longa, Portugal sagrou-se campeão europeu e o capitão levantou o primeiro troféu da história da nação.

   Portugal venceu o Euro2016 | Foto: Georgi Licovski - EPA

O sucesso voltaria a repetir-se três anos mais tarde, com o triunfo sobre os Países Baixos na edição inaugural da Liga das Nações. Portugal venceu a competição em 2019 e 2025, a última, nos penáltis, frente à campeã europeia e do mundo, Espanha.

Portugal conquista a primeira Liga das Nações | 9 de junho de 2019

 Portugal conquista a segunda Liga das Nações | 8 de junho de 2025

No futuro, as conquistas da seleção nacional não passam pelos pés de Cristiano Ronaldo, nem os troféus voltarão a ser levantados pelo eterno capitão.

Em dia de despedida, CR7 diz-se ‘mais um’ português a torcer pela equipa: “Sofremos juntos, levantamo-nos juntos”.

“Nunca deixarei de ser um de vocês (…) A maior vitória foi ter representado o melhor país do mundo. Obrigado por terem acreditado em mim”, concluiu.
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Ronaldo esteve em seis mundiais e seis europeus

Em 23 anos ao serviço da Seleção, Cristiano Ronaldo marcou 146 golos em 234 jogos. Conquistou um campeonato da Europa e duas Ligas das Nações.

Ronaldo participou em seis Mundiais e seis Europeus e tornou-se o o primeiro jogador a marcar em seis Campeonatos do Mundo.
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RTP /

O caso com Jorge Jesus antes da despedida de Cristiano

A despedida de Ronaldo foi antecedida de um abandono que provocou polémica. Ronaldo não gostou de aquecer e não ser utilizado no jogo com a Dinamarca depois vieram as trocas de acusações com Jorge Jesus.

Veio a reconciliação, mas ficou a magoa.
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Despedida do capitão. Multiplicam-se as reações ao anúncio de CR7

Multiplicam-se as palavras de agradecimento a Cristiano Ronaldo. Jorge Jesus, Pedro Proença, vários jogadores da Seleção Nacional e até Luiz Felipe Scolari deixaram uma mensagem na hora de despedida do capitão.

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"Aprendi muito mais com ele do que ele comigo"

O treinador português Leonel Pontes confessou hoje que aprendeu "muito mais" com Cristiano Ronaldo, um futebolista "muito exigente consigo próprio, disciplinado e um exemplo para todos os colegas", que hoje renunciou à seleção portuguesa.

"Aprendi muito mais com ele do que ele aprendeu comigo. O seu nível de exigência obrigou-nos, enquanto treinadores, a descobrir novas estratégias para potenciar um jogador de tamanha qualidade e ambição. Foi sempre muito exigente consigo próprio, disciplinado e um exemplo para todos os colegas, mesmo durante o processo de formação", descreveu o técnico, citado pela sua assessoria de imprensa.

Pontes, de 54 anos, cruzou-se com o avançado dos sauditas do Al-Nassr na formação do Sporting, na época 1996/97, e mais tarde na seleção portuguesa, enquanto treinador-adjunto de Paulo Bento.

"Nunca desistiu. Cada jogo era uma batalha para ser melhor, competir e fazer golos. Foi essa ambição, aliada a uma personalidade forte, a uma enorme exigência e a uma capacidade mental extraordinária, que lhe permitiu construir uma carreira única", enalteceu.

Depois, falou do trajeto "incrível" e que "dificilmente será batido" na seleção lusa.

"Deixa um legado para muitas gerações, um exemplo de profissionalismo, alto rendimento e capacidade de liderança. Além de um grande jogador, foi um dos maiores representantes de Portugal no mundo", concluiu.

c/ Lusa
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Seguro certo de que Ronaldo arrumou chuteiras mas não dedicação a Portugal

O Presidente da República disse hoje ter a certeza de que o futebolista Cristino Ronaldo "arrumou as chuteiras da seleção", mas não "a dedicação e amor a Portugal".

"Ele arrumou as chuteiras da seleção, mas tenho a certeza que não arrumou a sua dedicação e o seu amor a Portugal e que o país vai continuar a contar com ele e com a sua defesa dos valores de um país que ele serviu com a camisola da seleção nacional", disse António José Seguro, em declarações a jornalistas em Madrid, no final da 30.ª Cimeira Ibero-Americana.

Seguro agradeceu, "em nome de Portugal", a Cristino Ronaldo a forma como representou a seleção "e como levou e continua a levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo".

"Eu sei que este é certamente um dos momentos mais difíceis da vida dele como futebolista e desejo-lhe as maiores felicidades. Aliás, já tive a oportunidade de o fazer", acrescentou o Presidente da República, que considerou que como chefe de Estado lhe compete "agradecer a todos os portugueses que honram o nome de Portugal" em todas as áreas.

Numa mensagem escrita publicada pela Presidência da República, Seguro tinha já agradecido a Cristiano Ronaldo "a forma como representou a seleção nacional, inspirou os portugueses e levou o nome de Portugal pelo mundo".

"Imagino que este seja um dos dias mais difíceis da vida desportiva de Cristiano Ronaldo, mas tenho a certeza de que, como tantas vezes sucedeu, tem ao seu lado os portugueses", disse o chefe de Estado na mesma nota.

António José Seguro manifestou-se certo de que "Portugal continuará a contar com o seu amor ao país, que representará sempre com a entrega que colocou em cada treino, em cada jogo, em cada golo que a todos nos encheu de alegria".

"Muitas felicidades, Cristiano. E muito obrigado", acrescentou.

c/ Lusa
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Jato privado de Ronaldo acaba de aterrar em Tires

A mulher de Cristiano Ronaldo, Georgina Rodríguez, e os filhos do casal chegaram há minutos a Portugal.
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António Salvador considera ex-capitão uma inspiração para todos

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, considerou hoje que Cristiano Ronaldo é uma inspiração para "jogadores, treinadores, dirigentes e clubes", no dia em que o futebolista anunciou a sua saída da seleção.

"Ronaldo foi e é muito mais do que uma individualidade que se projetou a nível estratosférico. Ele inspirou e inspira jogadores, treinadores, dirigentes e clubes, ensinando-nos que ser de Portugal não é uma limitação, mas um privilégio. Saibamos todos ser dignos do seu legado para que, à nossa maneira, possamos repeti-lo diariamente", pode ler-se numa mensagem nas redes sociais do líder do clube bracarense.

António Salvador notou que "os 23 anos de Ronaldo com a camisola de Portugal coincidem" com os seus "23 anos na presidência do Sporting de Braga".

"Fui, por isso, testemunha da enorme carreira internacional do nosso capitão, que vi surgir ainda menino e a quem cedo reconheci o brilho dos génios eternos", elogiou, acrescentando: "No momento em que o melhor jogador da história da seleção se despede da equipa de todos nós, nenhum sentimento se sobrepõe à gratidão coletiva".

c/ Lusa
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Nacional enaltece percurso "absolutamente extraordinário"

O Nacional, clube no qual Cristiano Ronaldo fez parte da formação enquanto futebolista, exaltou hoje o percurso "absolutamente extraordinário" do avançado ao serviço da seleção nacional portuguesa, após o jogador anunciar a saída da equipa das 'quinas'.

"Hoje, mais do que recordar os números, os recordes ou os títulos, queremos agradecer ao homem e ao atleta, que, durante mais de duas décadas, representou o nosso país com uma ambição e uma determinação extraordinárias", pode ler-se no sítio oficial dos 'alvinegros' na Internet.

Enquanto clube, o Nacional teve o "privilégio de o formar e de testemunhar os seus primeiros passos no futebol", durante os dois anos em que o agora jogador do Al Nassr atuou na formação do clube madeirense, entre 1995 e 1997.

"Foi aqui que nasceram os primeiros sonhos, que se revelaram os primeiros sinais de um talento excecional e que começou a construir-se o percurso de um jovem que conquistaria o mundo, dentro e fora das quatro linhas", refere a mesma nota.

c/ Lusa
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Fernando Gomes diz que avançado faz parte da "memória coletiva" do país

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) enalteceu hoje o legado de Cristiano Ronaldo na seleção nacional de futebol, considerando que o avançado deixou uma marca na "memória coletiva de um país" e que ficará "de alguma forma" para sempre.

"Confesso que, ao ver o vídeo que partilhou, senti uma profunda emoção. Aquelas imagens não contam apenas a história de um atleta extraordinário", escreveu Fernando Gomes, numa mensagem publicada no sítio oficial do COP, na qual afirma que gostaria que a imagem de Cristiano Ronaldo com a camisola da seleção nacional fosse eterna, acrescentando que, "de alguma forma, será".

O presidente do COP considera que as imagens partilhadas pelo capitão fazem parte da "memória coletiva de um país", ao reavivarem "alegrias, lágrimas, conquistas e momentos em que milhões de portugueses saborearam sensações únicas".

"O futebol é um desporto coletivo, mas há jogadores cujo impacto transcende o próprio jogo. Cristiano é um desses casos", afirma Fernando Gomes, destacando a "excelência", a longevidade, a capacidade de decisão, a ambição "inesgotável" de superar limites e a vontade permanente de vencer do internacional português.

O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) recorda os 13 anos em que acompanhou Ronaldo naquele organismo, período durante o qual testemunhou "o orgulho com que representou o nosso país e o compromisso com que vestiu a camisola de Portugal".

Fernando Gomes destaca ainda que o avançado fez questão de representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, considerando que o fim do percurso na seleção será também "um até já", uma vez que continuará a fazer história e a levar consigo Portugal e os portugueses.

"Talvez nunca consigamos agradecer tudo o que Cristiano Ronaldo nos deu", escreve o presidente do COP, que termina a mensagem com um agradecimento ao agora ex-capitão: "Obrigado por tudo, Cristiano".

c/ Lusa
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"Este adeus é, também, um até já"

O presidente do Comité Olímpico de Portugal reagiu à saída de Cristiano Ronaldo da seleção, escrevendo que “o futebol é um desporto coletivo, mas há jogadores cujo impacto transcende o próprio jogo” e “Cristiano é um desses casos”.

“Pela excelência, pela longevidade, por ter sido tantas vezes decisivo, mas também pela ambição inesgotável de superar limites e pela vontade permanente de vencer”, considerou Fernando Gomes.

“Sei do que falo. Ao longo dos 13 anos em que estive na Federação Portuguesa de Futebol, tive o privilégio de o acompanhar de perto. Vi, vezes sem conta, o orgulho com que representou o nosso país e o compromisso com que vestiu a camisola de Portugal”.

O presidente do COP refere ainda que “Cristiano fez questão de representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas”.

“Este adeus é, também, um até já. Termina o percurso na Seleção Nacional, mas continuará a fazer História e a levar consigo Portugal e os portugueses”, acrescenta.

“Talvez nunca consigamos agradecer tudo o que Cristiano Ronaldo nos deu, mas estou certo de que o seu amor a Portugal e a vontade inesgotável de querer mais ainda terão muito para nos dar”.
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Scolari considera que avançado "tomou a decisão correta"

O brasileiro Luiz Felipe Scolari, técnico que lançou Cristiano Ronaldo na seleção portuguesa, considerou hoje que o avançado, "um dos melhores futebolistas" que treinou, tomou a decisão correta ao concluir a carreira pela equipa das 'quinas'.

"Fico feliz que ele tenha tomado essa decisão. Estará sempre comigo e no meu coração, que é por Portugal, por ele, pelas pessoas que lá conheci e convivi. Fez bem, está tranquilo, tomou a decisão correta e foi um dos atletas que Portugal jamais esquecerá", afirmou Scolari, através de mensagem de vídeo divulgada pelo departamento de comunicação do Grêmio, clube no qual é coordenador técnico.

"Foi um dos grandes jogadores que tive a honra de dirigir, não só como futebolista, mas como ser humano. Ele fez tudo o que queríamos que fizesse, conseguiu tudo o que desejava, pois esforçava-se para isso. Sempre teve uma capacidade acima da média", elogiou Luiz Felipe Scolari, selecionador português entre 2003 e 2008.

O primeiro a convocar Cristiano Ronaldo, de apenas 18 anos, à seleção principal, num duelo particular frente ao Cazaquistão, em 2003, em Chaves, agradeceu ao madeirense, com quem partilhou a final de má memória do Euro2004, em Lisboa.

"Como amigo e admirador, jamais esquecerei tudo o que fez comigo e com todos os seus colegas. Não era só eu que falava bem, foi através do Flávio Murtosa (ex-adjunto de Scolari) que fomos ver o Ronaldo e tratava-se dessa pessoa e jogador espetacular e maravilhoso que foi. Desejo sempre o melhor para ele", expressou.

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Ronaldo é a personalidade que os portugueses consideram que mais prestigia Portugal a nível internacional

Um estudo internacional levado a cabo pelo Iscte Executive Education antes do anúncio de CR7 revela que Cristiano Ronaldo é a personalidade que os portugueses consideram que mais prestigia Portugal a nível internacional.

"45,2% dos inquiridos em Portugal colocam Ronaldo em primeiro lugar, à frente de Eusébio, Amália e Saramago", refere o estudo.

A análise do Iscte concluiu que "a sua saída pode reduzir o interesse internacional pela Seleção e pelo país".
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UEFA recorda que Ronaldo fez história

Em duas publicações distintas na rede social X, a UEFA agradece a Cristiano Ronaldo e destaca que fez história no futebol europeu. Posteriormente, publicou:
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Gianni Infantino destaca "talento extraordinário, uma determinação implacável e um desejo inabalável"

Gianni Infantino, presidente da FIFA, deixou uma mensagem escrita em inglês e em português, a destacar como "poucos jogadores conquistaram os corações de adeptos de futebol por todo o mundo como o Cristiano".

"Uma carreira definida por um talento extraordinário, uma determinação implacável e um desejo inabalável de desafiar os limites do possível", sublinhou nas redes sociais, não deixando de acrescentar que foi "o primeiro jogador da história a marcar em seis diferentes edições do Campeonato do Mundo da FIFA e o melhor marcador de sempre no futebol internacional masculino".

"O Cristiano alcançou feitos que talvez nunca sejam igualados, mas o seu maior legado vai além de recordes, troféus e golos".



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"Saída definitiva"

Na Argentina, o jornal Olé destaca a frase: "Dei tudo o que tinha por esta camisola".

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"Pedi-lhe para continuar comigo". Jorge Jesus reage e diz ter de "aceitar a decisão" de Ronaldo

Em entrevista ao Canal 11, o selecionador nacional disse que esta "é uma decisão dele".
Jorge Jesus reagiu ao anúncio da saída de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional, destacando a importância do avançado para o futebol português e para as gerações mais jovens. É “um jogador que ao longo destes anos deu muito à Seleção. É um símbolo para a juventude portuguesa e a maior parte dos fãs dele são jovens”. 

“Tudo isto é uma decisão dele. Eu pedi para continuar comigo porque precisava que ele estivesse ao pé de mim. Mas tenho que aceitar a decisão dele”, explicou. 

“Ele vai sempre estar no coração dos portugueses, na Seleção. Será sempre uma referência do futebol português”.
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"Ainda há história para escrevermos juntos na tua casa, Al-Nassr"

Al-Nassr FC, clube em que joga Cristiano Ronaldo, reagiu dizendo que "não é apenas um capítulo — é a história que moldaste". "És um ícone para o mundo inteiro, não só para Portugal. Portugal está no teu coração, e tu estás no coração do mundo. Uma página virou, mas ainda há história para escrevermos juntos na tua casa, Al Nassr".
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Adeus de Ronaldo à seleção é tema que marca as conversas esta quinta-feira

Por todo o país, o anúncio de Cristiano Ronaldo é tema forte da conversa dos portugueses.
 
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`CR` e Messi dominaram o mundo, mas deixaram seleções de forma bem diferente

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi dominaram o futebol mundial durante cerca de duas décadas, mas a parte final das carreiras está a ser bem diferente, como o demonstra a maneira como se despediram das respetivas seleções.

Cristiano Ronaldo, de 41 anos, disse hoje um adeus definitivo à seleção portuguesa num vídeo divulgado nas redes sociais, depois de abandonar o estágio da equipa antes da partida com a Dinamarca, da fase de grupos da Liga das Nações, no dia 30 de setembro.

Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações `AA`, e de golos, com 146 tentos, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois da final de má memória do Euro2004, em casa.

Ronaldo esteve na convocatória de Jorge Jesus, que assumiu o cargo de selecionador depois da saída do espanhol Roberto Martínez após o Mundial2026, para os quatro jogos iniciais da edição 2026/27 da Liga das Nações e foi titular no primeiro com o País de Gales (1-0), mas ficou no banco na partida seguinte, com a Noruega.

O avançado ainda saiu para aquecimento em Oslo, no triunfo por 2-1, mas não foi utilizado, acabando por deixar o estágio antes dos jogos com a Dinamarca e Noruega, que encerraram a primeira `janela` de seleções, após um desentendimento com o selecionador, revelando mais tarde que que lhe tinha faltado à palavra mais do que uma vez.

Ronaldo foi castigado com 30 dias de suspensão, já cumpridos, e 255 euros de multa por ter deixado, por iniciativa própria, a seleção, mas podia regressar às opções de Jesus na convocatória de sexta-feira, o que já não vai acontecer.

Do outro lado está Lionel Messi, que anunciou a saída da seleção depois do Mundial2026, em que a Argentina foi batida na final pela Espanha, no prolongamento, sendo alvo de uma festa de despedida.

Messi despediu-se da camisola `10` da Argentina, aos 39 anos, num particular com o Benim no Monumental de Núñez, casa do River Plate, que serviu para a merecida festa e homenagem ao dianteiro, que guiou a Argentina ao título mundial em 2022, no Qatar.

Para além do campeonato mundial, o recordista da seleção argentina em jogos (208), golos (126), assistências (68) e vitórias (135), venceu duas edições da Copa América e ainda uma Finalíssima, mas também passou momentos complicados.

Depois de quatro finais perdidas, do Mundial de 2014 e da Copa América de 2007, 2015 e 2016, Messi chegou a declarar o fim do seu percurso na seleção, mas repensou e acabou por regressar, a tempo de atingir o `Olimpo` no Qatar.

Ronaldo não conquistou o título mundial, o melhor que conseguiu foi chegar às meias-finais em 2006, na Alemanha, terminando a competição no quarto lugar, mas esteve nas únicas conquistas da seleção principal.

Durante cerca de duas décadas, Messi, com oito Bolas de Ouro, e Ronaldo, com cinco, dominaram o panorama do futebol mundial, muito acima de qualquer outro futebolista do planeta.

Os dois `astros` aguçaram a rivalidade com a chegada de Ronaldo ao Real Madrid, quando Messi atuava no `seu` FC Barcelona, e os jogos entre as duas formações `colaram` o mundo em frente às televisões.

Depois do fim dos percursos na Europa, Ronaldo, formado no Sporting e que ainda jogou na Juventus e Manchester United, e Messi, que alinhou no Paris Saint-Germain, também seguiram rumos semelhantes, ambos em campeonatos periféricos.

Messi, que também venceu o Mundial sub-20 e a medalha de ouro olímpica pela Argentina, optou pelos norte-americanos do Inter Miami e Ronaldo pelos sauditas do Al Nassr, mas, apesar de todo o mediatismo continuar intacto, era nas respetivas seleções que tinham a possibilidade de voltarem à alta-roda do futebol mundial.

A despedida de ambos de Campeonatos do Mundo, nos quais são recordistas com seis presenças em fases finais, foi muito diferente na edição que decorreu nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

Messi foi o líder da finalista Argentina, com oito golos marcados e quatro assistências, sendo figura unânime e indiscutível no `onze`, algo que não aconteceu com Ronaldo.

O avançado luso, que persegue a meta dos 1.000 golos, saiu do Mundial com três tentos marcados, com Portugal eliminado nos oitavos de final pela campeã Espanha, mas a sua presença na equipa titular e o facto de raramente sair, foi alvo de várias críticas ao longo do torneio, algo que já tinha acontecido no Euro2024.

Os dois vão continuar a jogar nos respetivos clubes, mas deixam as suas seleções, das quais são símbolos para a eternidade: Messi saiu em ombros, aplaudido por todos, enquanto Ronaldo se despediu sem ninguém antecipar que o encontro com o País de Gales, no Estádio José Alvalade, o local onde tudo começou, seria o palco da última aparição com a camisola das `quinas`.

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Fernando Santos enaltece "marca que jamais será apagada"

O ex-selecionador português de futebol, Fernando Santos, considerou hoje que Cristiano Ronaldo vai "deixar uma marca que jamais será apagada" como "o melhor de todos os tempos", após o jogador oficializar a despedida da equipa das `quinas`.

"Obrigado por tudo o que deste à seleção, ao nosso país e a todos nós. Levas contigo uma história que ninguém poderá repetir e deixas uma marca que jamais será apagada como o melhor de todos os tempos. Um grande abraço, Cristiano. Com admiração, respeito e amizade, hoje e sempre", afirmou o técnico, numa declaração enviada à Lusa.

Selecionador português entre 2014 e 2022, Fernando Santos orientou Cristiano Ronaldo em 82 dos 234 jogos em que o `astro` vestiu a camisola de Portugal - o último dos quais diante de Marrocos, na eliminação nos quartos de final do Mundial2022 - e lembrou os "momentos extraordinários" vividos com o madeirense, de 41 anos, apesar dos "momentos menos felizes" pelo meio.

"Tivemos juntos momentos extraordinários, vivemos alegrias que ficarão para sempre na memória e também atravessámos momentos menos felizes, como acontece em tantas relações humanas. Mas há uma coisa que nunca mudou, nem nunca mudará: o respeito, a consideração e a amizade", acrescentou.

No Mundial2022, no Qatar, com Portugal já qualificado para os oitavos de final, Fernando Santos substituiu Ronaldo durante a derrota com a Coreia do Sul, na terceira jornada da fase de grupos, e o avançado foi apanhado pela transmissão televisiva a contestar a decisão do selecionador no momento em que percebeu que iria ser substituído.

"Estás com uma pressa para me tirar...", pôde perceber-se durante a transmissão do encontro.

Ronaldo negou inicialmente essa atitude, afirmando que estava a abordar um jogador da Coreia do Sul, mas Fernando Santos tomou medidas e sentou o capitão no banco de suplentes até à eliminação com Marrocos nos quartos de final.

Responsável pelas seleções que conquistaram o Europeu de 2016, em França, e a primeira edição da Liga das Nações, em Portugal, em 2019, o treinador, de 72 anos, que orientou FC Porto, com um título nacional (1998/99), Sporting e Benfica, realçou ainda o "lado humano" do atacante do Al Nassr, que representou antes Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus.

"Guardo com enorme carinho tudo o que partilhámos. O jogador extraordinário que és todos conhecem. O profissional, a ambição, a capacidade de superação e a vontade de vencer são marcas que ficarão para sempre na história do futebol português, mas guardo também o lado humano, as conversas, os momentos, os sorrisos e tantas recordações que não pertencem ao futebol, mas à vida", lembrou.

O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou hoje a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os últimos dois jogos da fase de qualificação da Liga das Nações.

Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações `AA`, e de golos, com 146, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois de ser ter tornado vice-campeão europeu no Euro2004, realizado em Portugal.

No dia 30 de setembro, o avançado abandonou o estágio da seleção portuguesa na véspera da partida frente à Dinamarca, da Liga das Nações, em Copenhaga, no início do ciclo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção.

Ronaldo, que foi titular com o País de Gales e suplente não utilizado com a Noruega, revelou que Jesus lhe faltou à palavra mais do que uma vez e que por isso decidiu abandonar o estágio por iniciativa própria, decisão que lhe custou um castigo de 30 dias, já cumprido, e uma multa de 255 euros.

O último jogo pela equipa das `quinas` acabou por ser o triunfo frente ao País de Gales (1-0) disputado no dia 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, mais de 23 anos depois da estreia no dia 23 de agosto de 2003, em Chaves, num particular frente ao Cazaquistão.

Já o último golo com a camisola lusa foi marcado no triunfo frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final do Mundial2026, em 03 de julho, em Toronto, no Canadá, ao converter uma grande penalidade.

 

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RTP /

"Obrigado, melhor de sempre"

A Federação Portuguesa de Futebol divulgou um vídeo com momentos do capitão ao serviço da seleção nacional ao longo dos 23 anos.

Um vídeo que termina com a mensagem "obrigado, melhor de sempre".
Créditos: Federação Portuguesa de Futebol
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"Cristiano retira-se"

O diário desportivo AS lembra que a "presença na próxima convocatória de Portugal era uma incógnita".

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RTP /

"CR7 e Portugal, o fim da história"

O L'Équipe destaca o "Fim de linha para uma lenda".

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"O futebolista Cristiano Ronaldo anuncia a sua retirada da seleção nacional"

Em França, o jornal Le Monde sublinha o tom do anúncio com a frase "a voz é calma, grave".

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Saída de CR7 antes da convocatória de Jesus

Cristiano Ronaldo despediu-se da Seleção Nacional esta quinta-feira, um dia antes da convocatória de Jorge Jesus. Após toda a polémica que envolveu o capitão e o selecionador, há uma resposta: CR7 não voltará à seleção.

Ainda a cumprir castigo por abandonar o estágio, Cristiano recorreu às redes sociais para anunciar a decisão de deixar a comitiva portuguesa.
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"Cristiano Ronaldo anuncia saída"

O El Mundo assegura que o jogador “sabia que seria convocado por Jorge Jesus e não quis voltar a estar às suas ordens, nem mesmo para tentar o seu milésimo golo”.

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O jornal espanhol El Pais destaca a polémica com Jorge Jesus Jesus

O diário recorda que Cristiano Ronaldo “abandonou a concentração da seleção no final de setembro, contrariado com o selecionador”.

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FIFA homenageia legado de seis Mundiais de Futebol

A página oficial do Campeonato Mundial de Futebol homenageou o atleta através das redes sociais, com uma imagem gerada através de inteligência artificial: Cristiano Ronaldo na última edição da competição e na primeira em que participou, em 2006, na Alemanha, quando usava a camisola 17.
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RTP /

O Gazzetta dello Sport cita frase de CR7

"Eu queria ser o melhor, obrigado por acreditarem em mim".

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"A crise começou no fim de setembro"

No Brasil, O Globo escreve em título: Cristiano Ronaldo anuncia aposentadoria de Portugal meses após desgaste com Jorge Jesus.

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"Vou devolver a camisola número 7"

Cristiano Ronaldo abandona a seleção e anuncia: "Vou devolver a camisola número 7, é tempo de olhar para o futuro" destaca o jornal italiano Corriere della Sera.

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O jornal brasileiro Estadão recorda "5 momentos memoráveis do craque na seleção"

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"Cristiano Ronaldo despede-se da seleção de Portugal", é o título da MARCA

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RTP / Adicionar como fonte informativa

Pedro Proença fala num herói que deu muito ao futebol português

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol agradeceu ao "herói" Cristiano Ronaldo tudo o que deu ao futebol português, no dia em que o jogador se despediu da seleção.

IMAGO/Mikolaj Barbanell via Reuters Connect

"Cristiano Ronaldo será, para Portugal, mais do que um jogador. Homem, atleta, referência, herói, líder. O nosso capitão. No dia em que anuncia a retirada da Seleção Nacional, em nome da Federação Portuguesa de Futebol e de todo o futebol português, agradecemos a Cristiano Ronaldo tudo o que nos deu. E foi tanto", referiu Pedro Proença.

Proença diz que nesta despedida da equipa das `quinas` importa lembrar o exemplo e inspiração de Cristiano Ronaldo.

"A inspiração de alguém que levou Portugal a todo o mundo. Que, por todo o planeta, sempre que se falava em Portugal, alguém respondia Cristiano Ronaldo. E o exemplo para todos que sonham em ser, todos os dias, melhor", acrescentou.

O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou hoje a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os derradeiros jogos na Liga das Nações.

"Aos portugueses, chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós. Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios no mundo inteiro. Hoje, chegou o momento de a entregar ao futuro. Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, tomam-se também com o coração", começou por dizer no vídeo de despedida.

Numa longa e emotiva mensagem nas redes sociais, acompanhada da música Amor a Portugal, de Dulce Pontes, Cristiano Ronaldo disse ser o fim de uma caminhada que começou em 2003 e que mudou a sua vida para sempre.

 

(Com Lusa)

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Ronaldo terá avisado avisou Pedro Proença mas não falou com Jorge Jesus

O jornal A Bola está a avançar que Cristiano Ronaldo avisou Pedro Proença que ia assumir o abandono à Seleção Nacional mas que o ex-capitão de Portugal não falou com Jorge Jesus sobre a renúncia.
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Ministra da Cultura, Juventude e Desporto deixa agradecimento

Numa publicação no X, Margarida Balseiro Lopes agradeceu a Cristiano Ronaldo.
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Sporting sublinha que Ronaldo estará "para sempre na história de Portugal"

O clube onde Ronaldo se estreou já reagiu.
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"Gratidão pessoal" de Marcelo Rebelo de Sousa

Numa nota publicada na internet, o ex-presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa expressa "gratidão pessoal" a Cristiano Ronaldo considerando que o futebolista "foi e é o maior e o melhor de Portugal, da Europa e do Mundo".




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Primeiro-ministro agradece a Ronaldo. "Continuarás a ser Portugal no mundo"

Numa publicação nas redes sociais, Luís Montenegro agradeceu ao capitão da seleção.
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FPF vai organizar homenagem ao antigo capitão

A Federação Portuguesa de Futebol já reagiu ao anúncio de Cristiano Ronaldo, anunciando uma homenagem ao antigo capitão.

Em comunicado, a Federação Portuguesa de Futebol expressou "o seu mais profundo e eterno agradecimento ao eterno capitão, Cristiano Ronaldo".

"É com um sentimento de profunda gratidão e imensa admiração que a Federação Portuguesa de Futebol, vem publicamente, enaltecer e agradecer o percurso absolutamente extraordinário de Cristiano Ronaldo ao serviço do nosso país".

Como lembra, "mais do que um atleta de eleição, o nosso capitão foi um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da alma da nossa Seleção".

Com uma "carreira internacional lendária, pautada por 234 internacionalizações e 146 golos marcados, o capitão carregou o País aos ombros, quebrou recordes e liderou a equipa na conquista de momentos que ficarão para sempre gravados na história do futebol nacional".

Cada gota de suor, cada golo decisivo e cada braçadeira honrada em campo foram o reflexo do seu amor incondicional pela nossa camisola.

Cristiano Ronaldo, sublinha a FPF, "elevou o nome de Portugal e inspirou gerações de jovens que sonham seguir as suas pisadas, sendo para muitos de nós, o melhor jogador de todos os tempos!"

A Federação Portuguesa de Futebol recusa-se, por isso, "a deixar que este adeus se faça sem o devido tributo".

"É nossa firme e enorme vontade organizar, planear, participar e colaborar ativamente naquela que será sempre uma homenagem à altura da imensa carreira de Cristiano Ronaldo, na qual os adeptos e o país possam aplaudir e celebrar, mais uma vez, o jogador que tanto nos deu".
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"Foi mais do que futebol. Obrigado por tudo, Cris", diz Pepe

"Partilhámos tantos momentos, tantas conquistas, tanta história. Partilhámos momentos difíceis, aqueles em que não havia glória, mas nunca faltou companheirismo, vontade de lutar e superar. Foi muito mais do que futebol. É gigante a história que fica. E há histórias que o tempo nunca poderá separar. Porque, como tu próprio dizes, Portugal estará sempre em ti. E tu, Cris, estarás para sempre em Portugal. Obrigado por tudo", escreveu Pepe.
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Cristiano Ronaldo diz adeus à seleção em vídeo nas redes sociais

Cristiano Ronaldo anunciou a retirada da Seleção Nacional através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais na véspera de serem conhecidos os convocados para os derradeiros jogos na Liga das Nações.

Foto: Pedro Nunes - Reuters

Ronaldo, de 41 anos, despede-se da seleção principal ao fim de 23 anos, durante os quais somou 234 jogos e 146 golos, e conquistou um Campeonato da Europa e duas edições da Liga das Nações.

“Aos portugueses, chegou o momento de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós. Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios no mundo inteiro. Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, tomam-se também com o coração”, começou por dizer no vídeo de despedida. 

Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações ‘AA’, e de golos, com 146 tentos, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois da final de má memória do Euro2004, em casa. 

No dia 30 de setembro, o avançado abandonou o estágio da seleção portuguesa na véspera da partida frente à Dinamarca, a terceira do Grupo A4 da Liga das Nações, no início do ciclo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção, que substituiu o espanhol Roberto Martínez depois do Mundial2026. 

A primeira internacionalização ‘AA’ ocorreu no dia 23 de agosto de 2003, em Chaves, num particular frente ao Cazaquistão, que Portugal, sob o comando do brasileiro Luiz Felipe Scolari, venceu por 1-0, com o dianteiro, então com 18 anos, a entrar ao intervalo. 

Ronaldo esteve presente em seis fases finais de Europeus, desde 2004 até 2024, e noutras tantas de Mundiais, de 2006 a 2026, sendo mesmo o único jogador da história a marcar em seis edições de Campeonatos do Mundo. 

Já no Mundial2026 tornou-se no jogador mais velho de sempre a representar Portugal e no melhor marcador luso em fases finais de Campeonatos do Mundo, apenas mais uns dos muitos recordes que tem em sua posse, tal como o maior número de jogos, vitórias e golos por seleções na história do futebol mundial. 

A chegada de Cristiano Ronaldo à seleção principal, na qual somou mais de 18 mil minutos jogados, é o culminar de percurso que começou nas seleções jovens, com passagens pelos sub-15, sub-17, sub-20, sub-21 e seleção olímpica. 

O último jogo pela equipa das ‘quinas’ acabou por ser o triunfo frente ao País de Gales (1-0) disputado no dia 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações. O últiimo golo com a camisola lusa foi marcado no triunfo frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final do Mundial2026, em 3 de julho, em Toronto, ao converter uma grande penalidade.
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